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terça-feira, 1 de maio de 2012

Resultados das mini-estufas

Os resultados obtidos são bastante satisfatórios como se pode ver pelas fotografias. Foram semeados nas mini-estufas: rúcula, girassóis, pimentos, tomates, abóboras, pepinos, rabanetes, espinafre, entre outros. A base usada para a sementeira foi um composto orgânico corrector. A rúcula embora tenha germinado, começou a amarelecer e morreu. A rúcula que surgiu espontâneamente no mesmo troço onde floriu a geração anterior (no ano que passou), está com um ar saudável e cresceu rapidamente. Quer isto dizer que a rúcula necessita de cálcio, e sendo bastante resistente ao frio, não se justifica a sua cultura em estufa. Posso assim semeá-la directamente no local reservado no quintal para a rúcula.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Mini-estufas recicláveis para sementeira


Hoje arrancou oficialmente a época de sementeira no meu quintal. Bastante mais cedo do que nos anos anteriores. Resolvi antecipar a sementeira devido à exposição solar invulgar que se está a fazer sentir neste altura e consequente ausência de mau tempo, mas também porque queria ver se consigo ter plantas mais desenvolvidas e robustas no período de transplantação, por volta de Maio. No entanto e como ainda estamos no Inverno, a probabilidade do frio retornar e matar as plantas recém germinadas é significativa. A única solução para proteger as plantas destas variações extremas de temperatura é usar uma estufa. Mas quem já teve oportunidade de se deslocar a um horto, sabe o preço destes utilitários de sementeira, pelo que resolvi aproveitar o meu "desenho" anterior dos vasos de sementeira e evoluir para algo parecido com uma mini-estufa.

Começamos com um garrafão de água de 5 litros vazio. Pegamos num dos lados mais largos do garrafão e fazemos quatro furos equidistantes. Este lado será o fundo da mini-estufa. Do lado oposto, cortamos a parede do garrafão em 3 dos 4 lados, deixando um dos lados maiores por cortar. Este último lado é dobrado para fora, de modo a podermos ter acesso ao interior do garrafão que enchemos com terra adequada para a sementeira. Algo idêntico às figuras seguintes:


Outro elemento novo que introduzi nesta sementeira foi um conjunto de etiquetas coloridas para identificar o conteúdo dos vasos. Estas etiquetas têm uma superfície rugosa que permite o uso de grafite para definir a identidade das sementes. As diferentes cores também ajudam a distinguir visualmente as estufas.


Depois de semear e regar é só fechar a tampa.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Notas soltas

Notas:
1. Para fazer as sementeiras deve-se usar materia orgânica granular como o material resultante da compostagem, casca de arroz, restos de sementes, entre outros; a terra calcária é desadequada. A elevada granularidade do composto usado facilita a germinação, na medida em que a sua baixa densidade permite à planta desenvolver-se facilmente por entre os espaços ocos da substância.
2. Não deixar a terra exposta ao sol, que seca muito rapidamente.
3. A germinação funciona tanto melhor quanto a terra se mantiver húmida e quente.
4. Algumas plantas reagem ao choque térmico. Talvez devido à memória genética associada às mudanças de estações. Este conhecimento já está presente na cultura tradicional. Os agricultores têm o conhecimento empírico de que ao sujeitarem as sementes a uma imersão de àgua fria durante 3 a 8 horas, ajuda o processo de germinação.

domingo, 2 de maio de 2010

Sementeira 2010

A terra do quintal sem o corrector orgânico é muito pouco eficiente para a germinação das sementes. 90% de corrector e 10% de terra, parece ser a combinação que deu melhores resultados.















Este ano experimentei uma forma diferente de envasamento. Para tentar aumentar a área útil de incubação, cortei os garrafões a meio. Transversalmente.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Verão a terminar II

Salsa a secar para extracção das sementes. Além da salsa, estou a processar sementes de feijão e cenoura. Das restantes plantas ainda há sementes do ano passado.

sábado, 4 de julho de 2009

Nabiças III - Conclusão

A distribuição não uniforme das sementes já deixou de se notar como é evidente pela foto, apesar de já se terem feito duas colheitas.

Conclusão: em 15 dias consegue-se ter nabiças jovens e tenras, adequadas para: sopa, nabiças em alho e azeite, etc...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Nabiças II - Resultados


As nabiças semeadas pelo método do agricultor. A assimetria evidenciada inicialmente (ver post anterior relativamente às nabiças) desapareceu quase totalmente. Na próxima semana a àrea reservada às nabiças já vai estar completamente preenchida e homogénea.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Segunda colheita de 2009: Feijão



Feijão... Verde. Anão e de estaca, 3 variedades. É uma excelente combinação. enquanto o de estaca sobe rapidamente pelos apoios, o feijão rasteiro floresce muito mais rapidamente. Proporciona igualmente um melhor aproveitamento do espaço de cultivo, já que ocupa uniformemente a superfície do solo e o espaço aéreo em volta das canas de suporte.
Sopa de feijão verde. Feijão verde cortado em tiras longitudinais finas, embebidos em azeite e alho... A acompanhar um assado...

domingo, 14 de junho de 2009

Nabiças

A técnica do agricultor para semear não é das mais eficientes na eficaz distribuição das sementes. Em que consiste esta técnica? Agarra-se numa mão cheia de sementes e balança-se repetidamente o braço para a esquerda e depois para a direita, dispensando as sementes durante os movimentos, até todas terem sido projectadas em direcção ao solo. Para finalizar, usando um anchinho remexe-se ligeira e superficialmente a terra (5 ou 6 vezes em movimentos ortogonais).

Como se pode ver, existem grandes concentrações - "clusters", e grandes àreas vazias, sem sementes.
A técnica da picagem é definitivamente melhor para homogeneizar as plantas.

Mas para as nabiças, a disposição não é muito importante. A colheita das nabiças deve ser feita enquanto são jovens, porque é enquanto jovens que elas são mais tenras e por conseguinte mais saborosas. Se se colher as plantas mais crescidas abre-se espaço para as que não conseguiram o seu lugar ao sol, que irão tomar o lugar das que foram removidas.

Como sugestão: Carne assada com ameixas, batatas assadas com castanhas, arroz de passas e... nabiças com alho e azeite.... uma delícia. ...e 200.000 calorias.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sementeira - Passo a Passo.

Ferramentas:

- 2 paus
- 1 fio
- 1 pá pequena

Procedimento:

Amarrar cada uma das extremidades do fio a um dos paus. No meu caso escolhi 2 chaves de fenda em estrela, que sendo de metal e pontiagudas, facilita a perfuração do solo e proporciona maior estabilidade à estrutura.
Espetar no solo as chaves de fenda, como mostra a imagem, em extremos opostos de modo a criar uma linha recta com o fio. A linha serve de guia para a sementeira ou plantação, bem como para a criação de regos e outros.
Se o fio for muito maior do que a àrea de plantação, é só enrolá-lo em volta de um dos paus até que o fio esteja em tensão com o tamanho pretendido.

A distância entre as plantas depende do tamanho que atingem em adultas, pelo que deve consultar as embalagens.

No fim retirar o fio e os paus.

Sementeira - Onde?

Primeiro passo para uma sementeira bem sucedida é planear a sementeira, escolhendo o que se quer semear, quando se quer semear, as quantidades, e àrea de cultivo disponível. Existem plantas que não podem, por exemplo, ser transplantadas, pelo que terão que ser semeadas directamente sobre o solo, em local definitivo.
Outro aspecto importante é a altura do ano escolhida para a sementeira. Existem variantes de espécies preparadas para resistirem ao frio ou calor. Outras só estão disponíveis em determinadas alturas do ano. Outras podem ser semeadas durante todo o ano. Ao escolher cenouras, por exemplo, pode-se ter uma cultura anual, rotativa, plantando cenouras de Inverno, que são mais pequenas, mas mais grossas, no Inverno ou no Outono, e cenouras de Verão na Primavera ou Verão.
A escolha do local onde se vai semear, é de extrema importância, por várias razões: depleção dos nutrientes do solo, erradicação de doenças, exposição solar, drenagem, tipo de solo, etc.

Convém, igualmente, por cada família de planta, escolher 3 zonas delimitadas para cultivo, distanciadas umas das outras, e intercaladas por outros tipos de plantas. Cada uma destas zonas deverá ser semeada em alturas diferentes, separadas por intervalos de 4 a 6 semanas. Temos assim várias gerações de plantas que germinarão e darão fruto em alturas diferentes, prolongando o período de colheita.
A separação física das zonas de cultivo dificulta a propagação de doenças no caso de uma epidemia.

Por fim, algo que para mim se revelou essencial para poder ter uma colheita farta e abundante, tendo em conta a àrea hortícula disponível - cerca de 30m2; os restantes são de jardim - foi a plantação vertical. Plantas com perfil rastejante que poderão, como é o caso das abóboras, ocupar espaços da ordem dos vários metros quadrados, sobem pelos muros do quintal, debordando-os de flores e pintando-os de verde.
Na figura podem ver-se os pepineiros a subir pelas canas acima. Cada planta, apesar de jovem, já tem 6 pepinos a crescer.

Sementeira - Quando?

Por volta de Abril as plantas já deverão estar fortes para poderem ser transplantadas. Considerando o tempo que levam a crescer em condições mais rudes - cerca de 2 meses, até atingirem 10cm - deve-se semear entre Janeiro e Fevereiro, o mais tardar.

Sementeira - O quê?

Tendo apenas 40 m2, põe-se a questão: como minimizar o uso do espaço, maximizando a produção e o número de plantas?
Esta é a minha "wish list" hortícola para o Verão:

1. pepinos
2. tomates tipo xuxa (para comer e fazer doce)
3. tomates tipo coração de boi
4. feijões
5. pimentos
6. abóbora menina (para comer e fazer doce)
7. couve vermelha (para salada)
8. beterraba roxa doce (para salada)
9. nabiças (sem tubérculo)
10. cenouras
11. melões
12. rúcula (para salada) (30-01-2012)
13. xuxa (26-02-2012)
14. abóbora branca  (26-02-2012)  (para cozinhar)
15. pimentos amarelos (26-02-2012)
16. tomates tipo roma (26-02-2012)

Esta é a minha "wish list" para o Inverno:

1. cenouras
2. nabiças
3. couve coração
4. couve portuguesa (tronchuda)
5. couve galega
6. nabos

Esta é a minha "wish list" de ervas (semi-)perenes:

1. salsa
2. hortelã
3. manjericão
4. cidreira
5. coentros

Outros:

1. alecrim (26-02-2012)
2. camomila (26-02-2012)
3. hipericão do Gerês (26-02-2012)

A experimentar:
1. Cebolas
2. Batatas
3. Milho?
4. Grão de bico
5. Soja

Sementeira - Como?

Três técnicas sobressaem das últimas experiências:

1. Cortar o fundo de um garrafão de 5L, aproveitando a parte superior para cobrir as sementes ou plantas funcionando como uma mini-estufa. Para proteger das lesmas, circundar com uma fita de cobre.
2. Cortar um garrafão de 5L a meio, usar a parte inferior para envasar as sementes. Recolher as plantas, principalmente à noite para evitar ataques de gastrópodes.

3. Sementeira em embalagem de ovos, de papel. Experimentei o ano passado a (re-)utlização de embalagens de ovos de cartão, das que se adquirem nos supermercados, para poder ter contentores individuais, que facilitassem posteriormente o processo de transplantação.
Existem soluções profissionais em casas da especialidade como o Jardiland, Aki, etc. que são parecidas, mas que são extremamente dispendiosas. Pelo menos suficientemente onerosas, que me levem a pensar que mais vale adquirir as plantas já crescidas na feira para transplante do que adquirir estes produtos.

A experiência correu bastante bem, até porque o cartão decompõe-se - afinal é celulose - lentamente e permite à planta estender as raízes para além dos limites impostos pelo invólucro, facilitando a plantação já que não é necessário destruir o envasamento. O grande inconveniente deste método, é que a planta deve ser mudada ainda bastante jovem, podendo não sobreviver se a sementeira tiver início em Janeiro.



Muito importante:

De qualquer modo, seja qual for o método, nunca, mas nunca esquecer de etiquetar a %&%$ dos vasos... A experiência levou-me a esta brilhante conclusão: passada uma semana já não sei o que semeei, pelo que tenho que esperar que as plantas cresçam no meio de ervas daninhas sem saber o que é o quê... Até que as folhas se começem a diferenciar e se tornem reconhecíveis... Misturar sementes então escusado será dizer que é um ´faut pas´... É um pesadelo que não quero repetir.. Iccc...

Deve-se ser generoso na terra, que deverá ser rica em minerais e composto orgânico. Um bom equilíbrio é importante para o crescimento das plantas. Nunca usar terra comercial vendida em sacos, directamente, como base alimentar. Em geral, não tem todos os nutrientes necessários. Deve-se consultar a inscrição/rótulo, no que se refere à composição em sódio, potássio, cálcio e magnésio, percentagem de matéria orgânica, etc.

Cada planta tem um perfil de consumo diferente. Por exemplo, os kiwis adoram solos ácidos; os tomates adoram cálcio; as brássicas crescem em qualquer lado, até sobre pedras, ainda não experimentei cimento, mas aposto que sobre cimento também cresceriam... etc.