domingo, 14 de junho de 2009

Registo - couve roxa

Semeada segunda geração de couve roxa.

A prova da primavera

Andorinhas!

A salsa é o centro comercial dos insectos















Uma família de escaravelhos às compras... :)

Nabiças

A técnica do agricultor para semear não é das mais eficientes na eficaz distribuição das sementes. Em que consiste esta técnica? Agarra-se numa mão cheia de sementes e balança-se repetidamente o braço para a esquerda e depois para a direita, dispensando as sementes durante os movimentos, até todas terem sido projectadas em direcção ao solo. Para finalizar, usando um anchinho remexe-se ligeira e superficialmente a terra (5 ou 6 vezes em movimentos ortogonais).

Como se pode ver, existem grandes concentrações - "clusters", e grandes àreas vazias, sem sementes.
A técnica da picagem é definitivamente melhor para homogeneizar as plantas.

Mas para as nabiças, a disposição não é muito importante. A colheita das nabiças deve ser feita enquanto são jovens, porque é enquanto jovens que elas são mais tenras e por conseguinte mais saborosas. Se se colher as plantas mais crescidas abre-se espaço para as que não conseguiram o seu lugar ao sol, que irão tomar o lugar das que foram removidas.

Como sugestão: Carne assada com ameixas, batatas assadas com castanhas, arroz de passas e... nabiças com alho e azeite.... uma delícia. ...e 200.000 calorias.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Cenouras!


Um aspecto importante, relativamente aos tubérculos, é que não devem ficar expostos. Se isso acontecer, quando por exemplo crescem acima do nível do terreno, devem-se cobrir com alguma terra para proteger da mosca da cenoura, neste caso, ou evitar que as lesmas os comam. Et tu-bérculo?

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Piolho do feijão

É uma verdadeira praga. Adora a seiva que o feijoeiro produz quando deita flor. Acumulam-se aos milhares e se não se agir, tomam totalmente conta da planta.

Como não gosto de usar produtos quimicos de tratamento de pestes, uso uma das muitas receitas disponíveis na Internet e que parece funcionar bastante bem: consiste em usar àgua com sabão e álcool. Para 1L de àgua uso 2 colheres de chá de Fairy (passe a publicidade) e 2 colheres de chá de álcool. O sabão ajuda a imobilizar os pequenos insectos e o álcool... desinfecta-os. :)

Joaninha voa, voa...

É um privilégio poder ter joaninhas perto de casa. São um indicador vivo da qualidade do ar, assim como o predador natural de uma data de pragas, entre as quais a cochonilha.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A infância


Maracujás e Beterrabas, 2 semanas de vida. Pais babados. De 1 semente de beterraba doce, nasceram 2 rebentos, um de cada lado da semente.
Não sabia que tal era possível. Quiralidade?

Segunda geração de feijões


Primeiros frutos do ano

Tomates semeados em Fevereiro.
Feijões, em Março.
Laranjeira e Morangueira, perenes.

Deficiências alimentares

Os kiwis são muito sensíveis e intolerantes a deficiências ou excessos alimentares e ambientais. O ano passado, depois de serem plantados, as folhas começaram a ficar amarelas e a plantas tinham um aspecto murcho e doente. Dos 4 pés, 1 deles não sobreviveu. Sendo o solo muito alcalino e de fraca drenagem, resolveu-se, dos restantes pés sobreviventes, fazer o transplante para terra com o PH corrigido de 3 formas diferentes. Todos os pés reagiram bastante bem à mudança. Este ano, no entanto, estamos a observar novos problemas: O pé da foto foi acidificado com turfa.

O kiwi que foi corrigido com composto orgânico feito na unidade de compostagem do quintal, é o único que já cresceu mais de 1,5m.

Assim vou transplantar novamente os 2 kiwis que parecem estar doentes para terra com características diferentes da actual para ver como reajem.

Salsa

A propósito de salsa... Quanto em flor, torna-se omni-presente.

Visitantes

Estes são inofensivos e geralmente não ficam por muito tempo. É curioso como grande parte dos insectos que passa pelo quintal parece apreciar a salsa. Gabo-lhes o gosto, se eu pudesse também passearia sobre a salsa.

sábado, 6 de junho de 2009

Rega - Como?

Das coisas que mais me irritam, é quando vou a um Horto, compro uma planta, e aquando do pagamento pergunto: 'Como é que devo regar a planta?' e me respondem: 'É igual às outras plantas, regue quando achar que precisa...'. Pois...

Rega - Poupar Agua

Para quem não tem uma grande àrea de cultivo, como eu, não se justifica um sistema de rega automático, com 300.000 mecanismos, frequências, cadências, caudais, etc. que geralmente se materializam num grande trabalho e investimento.

É possível no entanto, sem recorrer a estes sistemas elaborados, manter um sistema de rega inteligente, minimizando a manutenção, e maximizando a utilização da àgua.

Para isso só precisamos de consultar o perfil de consumo de àgua de cada planta, para escolhermos de entre 3 possíveis soluções: garrafas de plástico de 0,5L, garrafas de plástico de 1,5L ou garrafões de plástico de 5L.
Por exemplo, para os tomateiros (ver imagem), basta usar 0,5L de àgua por dia quando a temperatura ambiente estiver entre os 20 e os 30 graus.

Um aspecto importante é não cortar totalmente o fundo das garrafas, já que ajuda a que a água evapore mais lentamente, quando a temperatura ambiente for muito elevada.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sementeira - Passo a Passo.

Ferramentas:

- 2 paus
- 1 fio
- 1 pá pequena

Procedimento:

Amarrar cada uma das extremidades do fio a um dos paus. No meu caso escolhi 2 chaves de fenda em estrela, que sendo de metal e pontiagudas, facilita a perfuração do solo e proporciona maior estabilidade à estrutura.
Espetar no solo as chaves de fenda, como mostra a imagem, em extremos opostos de modo a criar uma linha recta com o fio. A linha serve de guia para a sementeira ou plantação, bem como para a criação de regos e outros.
Se o fio for muito maior do que a àrea de plantação, é só enrolá-lo em volta de um dos paus até que o fio esteja em tensão com o tamanho pretendido.

A distância entre as plantas depende do tamanho que atingem em adultas, pelo que deve consultar as embalagens.

No fim retirar o fio e os paus.

Sementeira - Onde?

Primeiro passo para uma sementeira bem sucedida é planear a sementeira, escolhendo o que se quer semear, quando se quer semear, as quantidades, e àrea de cultivo disponível. Existem plantas que não podem, por exemplo, ser transplantadas, pelo que terão que ser semeadas directamente sobre o solo, em local definitivo.
Outro aspecto importante é a altura do ano escolhida para a sementeira. Existem variantes de espécies preparadas para resistirem ao frio ou calor. Outras só estão disponíveis em determinadas alturas do ano. Outras podem ser semeadas durante todo o ano. Ao escolher cenouras, por exemplo, pode-se ter uma cultura anual, rotativa, plantando cenouras de Inverno, que são mais pequenas, mas mais grossas, no Inverno ou no Outono, e cenouras de Verão na Primavera ou Verão.
A escolha do local onde se vai semear, é de extrema importância, por várias razões: depleção dos nutrientes do solo, erradicação de doenças, exposição solar, drenagem, tipo de solo, etc.

Convém, igualmente, por cada família de planta, escolher 3 zonas delimitadas para cultivo, distanciadas umas das outras, e intercaladas por outros tipos de plantas. Cada uma destas zonas deverá ser semeada em alturas diferentes, separadas por intervalos de 4 a 6 semanas. Temos assim várias gerações de plantas que germinarão e darão fruto em alturas diferentes, prolongando o período de colheita.
A separação física das zonas de cultivo dificulta a propagação de doenças no caso de uma epidemia.

Por fim, algo que para mim se revelou essencial para poder ter uma colheita farta e abundante, tendo em conta a àrea hortícula disponível - cerca de 30m2; os restantes são de jardim - foi a plantação vertical. Plantas com perfil rastejante que poderão, como é o caso das abóboras, ocupar espaços da ordem dos vários metros quadrados, sobem pelos muros do quintal, debordando-os de flores e pintando-os de verde.
Na figura podem ver-se os pepineiros a subir pelas canas acima. Cada planta, apesar de jovem, já tem 6 pepinos a crescer.

Sementeira - Quando?

Por volta de Abril as plantas já deverão estar fortes para poderem ser transplantadas. Considerando o tempo que levam a crescer em condições mais rudes - cerca de 2 meses, até atingirem 10cm - deve-se semear entre Janeiro e Fevereiro, o mais tardar.

Sementeira - O quê?

Tendo apenas 40 m2, põe-se a questão: como minimizar o uso do espaço, maximizando a produção e o número de plantas?
Esta é a minha "wish list" hortícola para o Verão:

1. pepinos
2. tomates tipo xuxa (para comer e fazer doce)
3. tomates tipo coração de boi
4. feijões
5. pimentos
6. abóbora menina (para comer e fazer doce)
7. couve vermelha (para salada)
8. beterraba roxa doce (para salada)
9. nabiças (sem tubérculo)
10. cenouras
11. melões
12. rúcula (para salada) (30-01-2012)
13. xuxa (26-02-2012)
14. abóbora branca  (26-02-2012)  (para cozinhar)
15. pimentos amarelos (26-02-2012)
16. tomates tipo roma (26-02-2012)

Esta é a minha "wish list" para o Inverno:

1. cenouras
2. nabiças
3. couve coração
4. couve portuguesa (tronchuda)
5. couve galega
6. nabos

Esta é a minha "wish list" de ervas (semi-)perenes:

1. salsa
2. hortelã
3. manjericão
4. cidreira
5. coentros

Outros:

1. alecrim (26-02-2012)
2. camomila (26-02-2012)
3. hipericão do Gerês (26-02-2012)

A experimentar:
1. Cebolas
2. Batatas
3. Milho?
4. Grão de bico
5. Soja

Sementeira - Como?

Três técnicas sobressaem das últimas experiências:

1. Cortar o fundo de um garrafão de 5L, aproveitando a parte superior para cobrir as sementes ou plantas funcionando como uma mini-estufa. Para proteger das lesmas, circundar com uma fita de cobre.
2. Cortar um garrafão de 5L a meio, usar a parte inferior para envasar as sementes. Recolher as plantas, principalmente à noite para evitar ataques de gastrópodes.

3. Sementeira em embalagem de ovos, de papel. Experimentei o ano passado a (re-)utlização de embalagens de ovos de cartão, das que se adquirem nos supermercados, para poder ter contentores individuais, que facilitassem posteriormente o processo de transplantação.
Existem soluções profissionais em casas da especialidade como o Jardiland, Aki, etc. que são parecidas, mas que são extremamente dispendiosas. Pelo menos suficientemente onerosas, que me levem a pensar que mais vale adquirir as plantas já crescidas na feira para transplante do que adquirir estes produtos.

A experiência correu bastante bem, até porque o cartão decompõe-se - afinal é celulose - lentamente e permite à planta estender as raízes para além dos limites impostos pelo invólucro, facilitando a plantação já que não é necessário destruir o envasamento. O grande inconveniente deste método, é que a planta deve ser mudada ainda bastante jovem, podendo não sobreviver se a sementeira tiver início em Janeiro.



Muito importante:

De qualquer modo, seja qual for o método, nunca, mas nunca esquecer de etiquetar a %&%$ dos vasos... A experiência levou-me a esta brilhante conclusão: passada uma semana já não sei o que semeei, pelo que tenho que esperar que as plantas cresçam no meio de ervas daninhas sem saber o que é o quê... Até que as folhas se começem a diferenciar e se tornem reconhecíveis... Misturar sementes então escusado será dizer que é um ´faut pas´... É um pesadelo que não quero repetir.. Iccc...

Deve-se ser generoso na terra, que deverá ser rica em minerais e composto orgânico. Um bom equilíbrio é importante para o crescimento das plantas. Nunca usar terra comercial vendida em sacos, directamente, como base alimentar. Em geral, não tem todos os nutrientes necessários. Deve-se consultar a inscrição/rótulo, no que se refere à composição em sódio, potássio, cálcio e magnésio, percentagem de matéria orgânica, etc.

Cada planta tem um perfil de consumo diferente. Por exemplo, os kiwis adoram solos ácidos; os tomates adoram cálcio; as brássicas crescem em qualquer lado, até sobre pedras, ainda não experimentei cimento, mas aposto que sobre cimento também cresceriam... etc.